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Chegou o ano novo! E com ele as expectativas de dias melhores:
para o desempregado, um emprego digno; para um universitário, o inicio de uma preparação para o futuro; para um jovem casal, a expectativa da chegada do primeiro filho; para os solteiros, a possibilidade de encontrar o verdadeiro amor; para os já enamorados, a contagem regressiva para o enlace matrimonial; para os que padecem de algum mal, a esperança de ser curado; etc.
Esses são desejos que não são “atropelados” pela nossa ansiedade e fobia. São desejos que se caso não vir a se concretizar, não será motivo para ninguém ficar decepcionado a ponto de se trancafiar numa amargura. Fica-se triste, afinal tudo era possibilidades de realização a longo prazo, e que ainda podem vir a se concretizar uma vez que não é desejo para ontem. Há pessoas que na passagem do ano fazem promessas para si mesmas e anunciam em alto e bom som para todos os que lhe rodeiam. São frases egoístas do tipo: “esse ano eu vou”:
emagrecer (esse é o calcanhar de Aquiles de quase todas as mulheres); arrumar um excelente novo emprego (típico dos descontentes com o emprego atual); arrumar um (a) namorado (a) (típico dos que tem medo da solidão); ter um filho (sonho maternal onde muitas vezes serve como válvula de escape para as mulheres cujos maridos não lhe dão mais a devida atenção); passar em um concurso público (sonho para garantir a estabilidade financeira); etc.
A diferença das “expectativas” do “eu vou”, é que o primeiro não leva à frustração, pois se sabe que os desejos almejados virão com o tempo ainda que não seja da forma como o desejamos, o oposto do “Eu vou” que é um desejo imediato (é uma ordem direcionada a nós mesmos). Não conseguir o que desejamos e da maneira como o idealizamos nos frustra exatamente por que passamos a ver o desejo como algo a ser adquirido de qualquer jeito e para ontem, e não algo a ser conquistado com o decorrer do tempo. A única certeza é que em ambos os casos prevalecerão sempre à vontade de Deus. Tudo tem o seu tempo!Está na Sagrada Escritura. Já diz o ditado popular que o “apressado come cru”, ou seja, temos que aprender a dar tempo ao tempo.
Tudo na vida tem o seu tempo de gestação (amadurecimento).Se apressarmos as coisas...elas podem não acontecerem como deveria de ser. Quem quer tudo para ontem, está no mínimo desesperado, e o desespero impede que vejamos novas possibilidades de atingir nossos objetivos. Seja paciente!
Rejane de Fátima Travaioli Psicóloga clínica |